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Família celebra descoberta de petróleo em sítio no Ceará, mas vê processo longo

Agricultor perfurava terreno em busca de água quando encontrou substância viscosa e inflamável; laudo da ANP confirmou petróleo cru

Redação
Por: Redação
22/05/2026 às 16h42
Família celebra descoberta de petróleo em sítio no Ceará, mas vê processo longo

A confirmação de que o líquido escuro encontrado em um sítio de Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, é petróleo cru trouxe expectativa para a família do agricultor Sidrônio Moreira. A substância foi identificada após análise da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgada nesta semana.

O material apareceu no terreno em novembro de 2024, quando Sidrônio tentava perfurar um poço em busca de água. A propriedade fica no Sítio Baixa do Juazeiro, em uma área rural de cerca de 49 hectares onde ele vive com a esposa e dois filhos.

Para realizar a perfuração, o agricultor fez um empréstimo de R$ 15 mil, comprometendo parte da aposentadoria. A expectativa era encontrar um lençol freático, mas as escavações revelaram uma substância escura, viscosa e inflamável.

Segundo Saullo Santiago, filho do agricultor, a família recebeu a confirmação com entusiasmo, mas entende que o processo ainda está no início. Ele afirmou que as próximas etapas dependem de análises geológicas e da possível inclusão da área em um bloco de exploração.

A ANP abriu um processo administrativo para avaliar a viabilidade de incluir a região na Oferta Permanente de Concessão, modelo usado em leilões do setor no Brasil. Ainda não há prazo definido nem garantia de que a exploração comercial será autorizada.

Pela legislação brasileira, os recursos minerais do subsolo pertencem à União. Isso significa que o proprietário da terra não é dono do petróleo encontrado. Caso a jazida seja considerada viável e a produção seja iniciada, a família poderá receber participação sobre o valor produzido, além de indenizações pelo uso da área.

A família Moreira afirma que não pretende vender a propriedade, herdada de antepassados e ocupada há mais de 20 anos. Enquanto aguarda os desdobramentos, o grupo mantém cautela diante da possibilidade de exploração futura.

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