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O menino Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, morreu na noite desta quinta-feira (11), após 11 dias de internação em uma unidade hospitalar de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que apura a suspeita de envenenamento por meio de um pedaço de bolo.
Laudos do Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto Médico-Legal confirmaram a presença de lidocaína (anestésico), midazolam (sedativo) e terbufós-sulfóxido — substância popularmente conhecida como chumbinho — no organismo do garoto.
Investigação em curso
A Polícia Civil iniciou uma bateria de oitivas nesta sexta-feira para esclarecer as circunstâncias da morte. Foram ouvidos:
O pai da criança, Ademir Mello;
A madrasta;
A mãe de Arthur;
O padrasto.
O objetivo dos investigadores é reconstruir o itinerário de Arthur nos dias que antecederam o mal-estar e identificar quem teve acesso aos alimentos consumidos pelo menino.
O relato sobre o bolo
Segundo a defesa do pai, Arthur morava com ele e a madrasta desde março. No último dia 1º, após retornar da casa da mãe, o menino teria levado um pedaço de bolo de chocolate na mochila, guardado entre roupas.
O advogado do pai alega que a criança relatou ter ganhado o alimento da mãe. No entanto, ao ser questionada posteriormente, a mãe teria afirmado que não serviu bolo de chocolate durante o fim de semana em que esteve com o filho.
Sintomas e hospitalização
Arthur começou a apresentar sintomas graves por volta das 23h do dia 1º, horas após chegar à casa do pai. Entre os sinais apresentados, destacaram-se:
Vômitos frequentes;
Diarreia intensa;
Confusão mental e frases desconexas.
A criança foi socorrida rapidamente e transferida para uma unidade de saúde de alta complexidade. Apesar dos esforços médicos, o quadro clínico se agravou ao longo dos 11 dias de internação, culminando no óbito na última quinta-feira.
A Polícia Civil segue analisando imagens de câmeras de segurança e depoimentos para determinar a responsabilidade pelo ocorrido.