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A inflação oficial do país ficou em 0,58% em maio, mas poderia ter sido ainda maior sem a queda registrada nos preços dos combustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a redução nos valores do etanol, da gasolina e do diesel ajudou a amenizar o impacto provocado pela alta dos alimentos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu força em relação aos meses anteriores, mas acumulou 4,72% nos últimos 12 meses, ficando acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O principal responsável pela pressão sobre os preços foi o grupo Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 1,33% em maio e respondeu por metade da inflação do período.
Entre os produtos que mais pesaram no orçamento das famílias estão a batata inglesa, que subiu 44,69%, o tomate, com alta de 20,62%, a cebola, que avançou 16,80%, e as carnes, que ficaram 1,39% mais caras.
Segundo o IBGE, fatores como redução da oferta de alguns produtos agrícolas, aumento dos custos logísticos e alta dos fertilizantes contribuíram para a elevação dos preços dos alimentos.
Na contramão desse movimento, os combustíveis ficaram mais baratos e ajudaram a reduzir a pressão inflacionária. O etanol apresentou a maior queda, de 6,20%, seguido pelo óleo diesel (-2,34%) e pela gasolina (-1,46%).
A gasolina, inclusive, foi o item individual que mais contribuiu para frear a inflação do mês, segundo o levantamento do IBGE.
O grupo Transportes foi o único entre os nove pesquisados a registrar deflação, com queda média de 0,46%.
Outro item que influenciou o índice foi a energia elétrica residencial, que ficou 3,67% mais cara em maio devido à adoção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança extra na conta de luz.
Com o resultado de maio, o IPCA acumula alta de 4,72% nos últimos 12 meses. A meta de inflação definida pelo Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Apesar de o índice ter ultrapassado o limite superior de 4,5%, o descumprimento formal da meta só ocorre caso a inflação permaneça acima desse patamar por seis meses consecutivos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é o indicador oficial da inflação brasileira. O levantamento mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.