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O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, declarou nesta sexta-feira (19) que "todo o Líbano deveria arder". A fala ocorre após um dispositivo explosivo do Hezbollah matar quatro soldados israelenses em solo libanês durante a madrugada.
"Para cada lágrima derramada por uma mãe israelense, mil mães libanesas deveriam chorar. Todo o Líbano deveria arder", afirmou o ministro em suas redes sociais.
A declaração eleva a temperatura política em um momento em que Israel enfrenta pressão crescente do governo norte-americano para conter suas operações militares. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, também subiu o tom, classificando o episódio como uma "manhã difícil" e defendendo que o país "abra os portões do inferno" contra o Hezbollah.
Atrito com os Estados Unidos
O cenário diplomático é de desgaste. Recentemente, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, repreendeu membros do governo israelense que criticaram o acordo de paz firmado entre Washington e Teerã. Vance lembrou que o presidente Donald Trump é atualmente o único aliado de peso de Israel no cenário global.
"Se eu estivesse no gabinete do governo israelense, talvez não tivesse atacado o único aliado poderoso que me resta em todo o mundo", declarou Vance a jornalistas na Casa Branca.
O vice-presidente norte-americano destacou ainda que grande parte do arsenal defensivo utilizado por Israel é fabricado nos EUA e financiado por contribuintes americanos, sugerindo que autoridades israelenses precisam "acordar para a realidade".
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Zona de ocupação e impasse
Apesar da pressão de Washington, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou que Israel manterá a ocupação de uma ampla faixa de território no sul do Líbano. Segundo o premiê, a medida é indispensável para garantir a segurança dos cidadãos que vivem nas proximidades da fronteira norte.
Enquanto isso, as negociações mediadas para cessar as hostilidades estão temporariamente suspensas. O Irã exige garantias de que os ataques no Líbano terminarão antes de retomar os diálogos com os EUA na Suíça. Israel, por sua vez, desafia os termos do pacto internacional, mantendo o controle militar sobre a região.