}
Sexta, 19 de Junho de 2026
17°C 32°C
Goiânia, GO

Ucrânia lança maior ofensiva de drones contra Moscou e atinge refinaria estratégica

Ataque mobilizou cerca de 200 aeronaves não tripuladas contra a capital russa, forçando o fechamento de aeroportos e intensificando a pressão por negociações diplomáticas

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
19/06/2026 às 10h42
Ucrânia lança maior ofensiva de drones contra Moscou e atinge refinaria estratégica
Colunas de fumaça negra sobem ao céu sobre refinaria da Gazprom, na periferia a sudeste de Moscou - (crédito: AFP)

A capital russa foi alvo, nesta semana, da maior ofensiva ucraniana desde o início do conflito em 2022. Pelo menos 200 drones foram direcionados contra Moscou, atingindo uma refinaria de petróleo no distrito de Kapotnya e prédios residenciais. O ataque causou pânico na população local e obrigou o fechamento temporário de importantes terminais aéreos, incluindo o aeroporto de Sheremetyevo.

 

A operação, que marca uma mudança significativa na dinâmica da guerra, mobilizou o sistema de defesa antiaérea russo, que relatou a interceptação de outras 350 aeronaves em diversas regiões do país. Destroços de um dos aparelhos provocaram um incêndio em um centro comercial próximo à capital, ampliando a sensação de vulnerabilidade no território russo.

 

Pressão por negociações

Enquanto a capital sofria o bombardeio, o presidente Vladimir Putin cumpria agenda oficial em Kazan. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a investida como uma resposta proporcional às ações russas e reforçou a necessidade de uma saída diplomática.

 

"Não queremos esta guerra, nunca a quisemos, e todo mundo sabe disso. Mas, se a Ucrânia queimar, Moscou também queimará"

 

Zelensky reiterou que o ataque à refinaria MNPZ — essencial para o abastecimento de combustíveis na região — visa demonstrar ao povo russo que o custo da guerra ultrapassa as fronteiras ucranianas. A ideia, segundo analistas, é forçar o Kremlin a reconsiderar sua postura e sentar à mesa de negociações.

 

Reação internacional e escalada

Em Bruxelas, líderes da União Europeia discutiram o aumento da pressão sobre o Kremlin. Kaja Kallas, chefe de política externa da UE, afirmou que o bloco prepara o 21º pacote de sanções para enfraquecer a capacidade bélica russa e impulsionar um cessar-fogo.

 

A estratégia de levar o conflito para dentro da Rússia é vista por especialistas como uma forma de expor a fragilidade de Putin. Contudo, há receios de que a medida provoque uma escalada ainda mais violenta, incluindo a possibilidade de uso de armas nucleares táticas caso o líder russo perceba a situação como uma ameaça existencial.

 

Troca de corpos

Em meio à escalada militar, houve um raro movimento de cooperação humanitária. O governo ucraniano confirmou o recebimento de 522 corpos de combatentes que morreram no campo de batalha. Em contrapartida, a Ucrânia entregou 33 cadáveres à Rússia. A identificação das vítimas segue em curso.

 

 

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Fato | Notícias (@fatonoticiasoficial)

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários