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A capital russa foi alvo, nesta semana, da maior ofensiva ucraniana desde o início do conflito em 2022. Pelo menos 200 drones foram direcionados contra Moscou, atingindo uma refinaria de petróleo no distrito de Kapotnya e prédios residenciais. O ataque causou pânico na população local e obrigou o fechamento temporário de importantes terminais aéreos, incluindo o aeroporto de Sheremetyevo.
A operação, que marca uma mudança significativa na dinâmica da guerra, mobilizou o sistema de defesa antiaérea russo, que relatou a interceptação de outras 350 aeronaves em diversas regiões do país. Destroços de um dos aparelhos provocaram um incêndio em um centro comercial próximo à capital, ampliando a sensação de vulnerabilidade no território russo.
Pressão por negociações
Enquanto a capital sofria o bombardeio, o presidente Vladimir Putin cumpria agenda oficial em Kazan. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a investida como uma resposta proporcional às ações russas e reforçou a necessidade de uma saída diplomática.
"Não queremos esta guerra, nunca a quisemos, e todo mundo sabe disso. Mas, se a Ucrânia queimar, Moscou também queimará"
Zelensky reiterou que o ataque à refinaria MNPZ — essencial para o abastecimento de combustíveis na região — visa demonstrar ao povo russo que o custo da guerra ultrapassa as fronteiras ucranianas. A ideia, segundo analistas, é forçar o Kremlin a reconsiderar sua postura e sentar à mesa de negociações.
Reação internacional e escalada
Em Bruxelas, líderes da União Europeia discutiram o aumento da pressão sobre o Kremlin. Kaja Kallas, chefe de política externa da UE, afirmou que o bloco prepara o 21º pacote de sanções para enfraquecer a capacidade bélica russa e impulsionar um cessar-fogo.
A estratégia de levar o conflito para dentro da Rússia é vista por especialistas como uma forma de expor a fragilidade de Putin. Contudo, há receios de que a medida provoque uma escalada ainda mais violenta, incluindo a possibilidade de uso de armas nucleares táticas caso o líder russo perceba a situação como uma ameaça existencial.
Troca de corpos
Em meio à escalada militar, houve um raro movimento de cooperação humanitária. O governo ucraniano confirmou o recebimento de 522 corpos de combatentes que morreram no campo de batalha. Em contrapartida, a Ucrânia entregou 33 cadáveres à Rússia. A identificação das vítimas segue em curso.
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