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Polícia de Goiás prende falso médico suspeito de causar lesão grave em paciente de Goiânia

Investigação aponta que enfermeiro com registro cassado divulgava cursos e realizava procedimentos invasivos; Polícia Civil apura caso de lesão grave em paciente de Goiânia

Por: Lorena Lázaro
19/06/2026 às 11h40 Atualizada em 19/06/2026 às 11h53
Polícia de Goiás prende falso médico suspeito de causar lesão grave em paciente de Goiânia

 A Polícia Civil de Goiás prendeu, na última semana, Sebastião Rodrigues da Silva Júnior, investigado pelos crimes de exercício ilegal da medicina e lesão corporal grave. A prisão foi realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), com apoio da Polícia Federal em Guarulhos (SP).

 

Segundo a investigação, o suspeito se apresentava ao público como médico com formação no exterior e promovia procedimentos estéticos invasivos, além de cursos anunciados como "residências" em diferentes especialidades da área estética.

 

De acordo com a Polícia Civil, Sebastião não possui formação médica. As apurações apontam que ele é enfermeiro e teve o registro profissional cassado em fevereiro de 2025. Ainda segundo os investigadores, essa informação não era divulgada em suas redes sociais nem nos materiais promocionais utilizados para atrair pacientes e alunos.

 

A investigação também apura um caso de lesão corporal grave contra uma paciente atendida em Goiânia.

 

A prisão ocorreu na última quinta-feira (11), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, no momento em que o investigado tentava embarcar para Foz do Iguaçu (PR). Conforme a Polícia Civil, ele mantém uma clínica na cidade e ministraria um curso na área de estética.

 

Os policiais também identificaram que os cursos oferecidos pelo suspeito chegavam a custar cerca de R$ 13 mil por participante. Uma nova turma estava prevista para ocorrer em Goiânia nos dias 27 e 28 de junho.

 

A autoridade policial autorizou a divulgação da identidade do investigado com o objetivo de localizar possíveis novas vítimas e testemunhas que possam contribuir com as investigações.

 

A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham realizado procedimentos ou participado de cursos oferecidos pelo investigado procurem a Decon para prestar informações.

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