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Mulher é encontrada morta com facas no pescoço; companheiro é levado à delegacia

Vítima estava coberta por uma manta no chão do quarto. Parceiro alegou invasão domiciliar, mas perícia apontou contradições e calça ensanguentada na cena do crime.

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
11/06/2026 às 11h14 Atualizada em 11/06/2026 às 13h32
Mulher é encontrada morta com facas no pescoço; companheiro é levado à delegacia
Kênia Santos, de 37 anos, foi encontrada morta no chão do quarto com duas facas cravadas no pescoço. Foto: Reprodução/OBemditoPublicado primeiro em Banda B » Mulher é encontrada morta com duas facas cravadas no pescoço e coberta por manta dentro de casa -

Kênia Santos, de 37 anos, foi encontrada morta de forma brutal na madrugada de domingo (7), em Perobal, no noroeste do Paraná. A vítima estava no chão de um dos quartos da residência, coberta por uma manta e com duas facas cravadas no pescoço.

 

A Polícia Militar foi acionada após o companheiro da vítima, um jovem de 26 anos, procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ele buscou socorro alegando que a mulher "havia sido esfaqueada dentro de casa" por um homem que invadiu o local.

 

Contradições no depoimento

O rapaz afirmou aos policiais que tentou intervir e entrou em luta corporal com o suspeito. No entanto, as autoridades logo constataram que o companheiro não apresentava nenhuma lesão aparente que justificasse a briga relatada.

 

O jovem declarou ainda que perseguiu o agressor até um bar, passou na casa da própria mãe e só depois procurou o hospital. A perícia, no entanto, apontou sinais de rigidez cadavérica no corpo de Kênia, indicando que o assassinato ocorreu horas antes do socorro ser acionado.

 

Evidências no local do crime

Durante as buscas na residência, os investigadores da Polícia Científica encontraram elementos que colocaram a versão inicial do parceiro em xeque. Entre as principais descobertas, destacam-se:

  • Calça ensanguentada: Encontrada no banheiro do imóvel, a peça pertencia ao companheiro, que admitiu ter trocado de roupa após o crime.

  • Armas do crime: Duas lâminas estavam cravadas na vítima, embora o jovem tenha afirmado à polícia que acreditava haver apenas uma faca.

  • Celular desaparecido: O aparelho telefônico de Kênia não foi localizado pelas autoridades na cena do crime.

 

De acordo com as autoridades, o homem apontado pelo companheiro como o invasor também procurou atendimento médico na mesma UPA, momentos depois.

 

Diante da sequência de relatos inconsistentes, a Polícia Civil encaminhou os dois homens para a delegacia de Umuarama. O caso segue em investigação para esclarecer a autoria e a motivação do homicídio.

 

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