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Pai espanca filha de 12 anos até a morte após ler mensagens no celular da vítima

Adolescente foi encontrada desacordada pela mãe dentro da casa do suspeito em Várzea Grande (MT). Homem de 42 anos tentou despistar a família, mas se entregou à polícia horas depois.

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
09/06/2026 às 10h26 Atualizada em 09/06/2026 às 10h32
Pai espanca filha de 12 anos até a morte após ler mensagens no celular da vítima

Uma menina de 12 anos foi assassinada de forma brutal pelo próprio pai neste domingo (7), em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Claudinei da Silva, de 42 anos, foi preso em flagrante.

 

De acordo com a Polícia Civil, a investigação aponta que a sequência de agressões foi motivada por ciúmes. O homem teria descoberto uma troca de mensagens da adolescente com um menino em uma rede social.

 

A descoberta do crime ocorreu no início da noite, quando a mãe da vítima foi buscá-la na casa do ex-companheiro, no bairro Serra Dourada:

  • Por volta das 18h, a mulher chegou ao local e precisou chamar várias vezes no portão.

  • O suspeito atendeu a ex-companheira e tentou despistá-la, alegando que a menina havia saído para brincar na casa de uma vizinha.

  • Desconfiada do comportamento evasivo do homem, a mãe decidiu entrar no imóvel para checar a informação.

No interior da residência, a mulher encontrou a filha caída no chão de um dos quartos. A adolescente estava desacordada e com marcas severas de espancamento pelo corpo.

 

Desesperada, a mãe pediu ajuda a uma amiga e levou a garota às pressas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cuiabá. A adolescente, no entanto, deu entrada na unidade médica já sem sinais vitais.

 

O autor do crime fugiu da residência logo após a mãe encontrar o corpo. Horas depois do assassinato, ele decidiu se apresentar em uma delegacia da região, onde foi formalmente autuado pelo crime de "feminicídio".

 

A casa do suspeito foi totalmente isolada pela polícia. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram varreduras no local para colher provas que vão determinar a dinâmica exata das agressões.

 

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