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Ministério da Saúde suspende vacinação contra dengue com imunizante do Butantan após duas mortes

Investigação apura 42 casos de reações adversas graves registrados entre mais de 500 mil pessoas imunizadas no país

Por: Lorena Lázaro
08/06/2026 às 16h52 Atualizada em 08/06/2026 às 17h09
Ministério da Saúde suspende vacinação contra dengue com imunizante do Butantan após duas mortes
Divulgação / Butantan

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada após o registro de 42 casos de reações adversas graves, incluindo três internações e dois óbitos entre pessoas que receberam a vacina.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda não é possível afirmar que as mortes foram causadas pelo imunizante. No entanto, a suspensão foi determinada como medida de precaução para permitir uma investigação mais aprofundada dos casos.

"A ação tem caráter preventivo para que Ministério da Saúde, Anvisa e Instituto Butantan aprofundem a análise dos episódios registrados e identifiquem possíveis fatores de risco", afirmou o ministro durante coletiva de imprensa.

A suspensão atinge apenas a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), continua sendo utilizado normalmente.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 500 mil doses da vacina do Butantan já foram aplicadas desde a incorporação do imunizante ao SUS, em janeiro deste ano.

Entre os vacinados, 3.703 pessoas apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% do total. Desses casos, 42 evoluíram com sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.

Três pessoas desenvolveram quadros graves e precisaram ser hospitalizadas. Uma mulher de 39 anos recebeu alta após tratamento. Já uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos morreram após evoluírem para formas graves da doença.

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As investigações irão analisar histórico clínico, doenças preexistentes, possíveis fatores individuais de risco, causas alternativas, desvios de qualidade e eventuais falhas no processo de imunização.

O Ministério da Saúde reforçou que a suspensão não invalida a eficácia da vacina e destacou que as pessoas já imunizadas continuam protegidas contra a dengue.

Além disso, quem recebeu a vacina do Butantan nos últimos 21 dias passará por acompanhamento especial das equipes de vigilância em saúde.

A orientação é procurar atendimento médico imediatamente em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral.

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