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A possível volta do El Niño no segundo semestre de 2026 pode alterar o clima em diferentes regiões do Brasil, com reflexos sobre temperatura, regime de chuvas, agricultura, abastecimento de água e risco de eventos extremos.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as projeções mais recentes indicam aumento da probabilidade de formação do fenômeno ao longo de 2026. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) também aponta alta chance de estabelecimento do El Niño entre junho, julho e agosto, com possibilidade de duração até o início de 2027.
No Brasil, os efeitos não são iguais em todas as regiões. No Norte e no norte do Nordeste, o fenômeno costuma favorecer redução das chuvas e maior risco de seca. Na Amazônia, o impacto pode atingir principalmente áreas do norte e do leste da região.
No Sul, o El Niño costuma provocar aumento das precipitações, especialmente na primavera. Esse cenário eleva o risco de temporais, enchentes, alagamentos e prejuízos para lavouras, principalmente quando há excesso de umidade no solo.
No Centro-Oeste, incluindo Goiás, a relação com o El Niño é menos direta, mas os órgãos técnicos apontam tendência de temperaturas mais elevadas, especialmente na primavera e no verão. O calor mais intenso pode reduzir a umidade relativa do ar e ampliar o risco de queimadas.
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Para o setor agrícola, a preocupação está na irregularidade das chuvas e no aumento dos períodos secos em áreas produtoras. Culturas de sequeiro, como soja e milho, podem ser afetadas se houver atraso no início da estação chuvosa ou veranicos durante fases importantes do plantio e desenvolvimento das lavouras.
No Sudeste, a tendência é de inverno menos frio e possibilidade de ondas de calor, dependendo da intensidade do fenômeno. A persistência de períodos secos também pode pressionar reservatórios e afetar o planejamento hídrico para o próximo ano.
Apesar do alerta, especialistas ressaltam que ainda há incerteza sobre a intensidade do El Niño. Segundo o INPE, a partir de junho os modelos climáticos se tornam mais confiáveis para avaliar se o fenômeno será moderado ou forte.