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A Nasa orientou os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS) a se abrigarem em suas naves nesta sexta-feira (5), em preparação para uma possível evacuação de emergência. A medida preventiva ocorre enquanto especialistas tentam conter um vazamento de ar no laboratório orbital.
Os quatro astronautas da missão Crew-12 receberam instruções do centro de controle norte-americano para vestir os trajes espaciais e aguardar dentro da cápsula Crew Dragon. O grupo é formado pelos americanos Jessica Meir e Jack Hathaway, pela francesa Sophie Adenot e pelo russo Andrey Fedyaev.
A falha afeta o módulo de serviço russo Zvezda, uma das principais e mais antigas estruturas da ISS. Segundo um funcionário da Nasa ouvido sob condição de anonimato, a perda de ar na estação se agravou nos últimos dias, saltando de cerca de 450 gramas diários para aproximadamente 900 gramas por dia.
A agência espacial norte-americana e a russa Roscosmos monitoram pequenas perdas de pressão no local há meses, mas o aumento recente forçou o acionamento dos protocolos de escape.
O que diz a agência russa
A Roscosmos confirmou a detecção de dois pontos de vazamento no módulo Zvezda. Em comunicado, a estatal informou que o primeiro ponto já foi isolado com a aplicação de um selante, e as equipes trabalham no reparo da segunda área, localizada no compartimento de transição.
Apesar da precaução norte-americana, os russos negam risco iminente. A agência garantiu que a pressão interna da estação permanece estável e dentro dos níveis de segurança previstos, descartando ameaças imediatas à vida da tripulação ou aos sistemas de bordo.
Veículo de escape
Lançada em fevereiro de 2026 para uma permanência de nove meses no espaço, a equipe da Crew-12 chegou à ISS a bordo da Crew Dragon, espaçonave operada pela empresa privada SpaceX.
Além de realizar o transporte da Terra para a órbita, o veículo permanece acoplado à estação durante toda a missão. Em casos de acidentes severos, incêndios ou despressurização grave, a cápsula funciona como nave de fuga, permitindo que a tripulação retorne ao planeta de forma autônoma.
Até o momento, as agências espaciais seguem monitorando a eficácia dos reparos no módulo russo para definir se a evacuação será, de fato, necessária.