}
Domingo, 14 de Junho de 2026
18°C 31°C
Goiânia, GO

PM mata dois pedreiros no RJ e policiais alegam ter confundido ferramentas com armas

Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis foram mortos em São Gonçalo enquanto seguiam para o trabalho; armas dos agentes foram apreendidas para investigação.

Redação
Por: Redação
28/05/2026 às 16h57 Atualizada em 01/06/2026 às 16h23
PM mata dois pedreiros no RJ e policiais alegam ter confundido ferramentas com armas

Dois trabalhadores foram mortos durante uma ação da Polícia Militar do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (27), no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

As vítimas foram identificadas como Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46. Segundo testemunhas, os dois eram pedreiros e estavam a caminho do trabalho quando foram baleados.

Moradores relataram que os disparos aconteceram entre 7h e 7h30. Os corpos foram encontrados próximos a ferramentas de obra e uma marmita.

De acordo com informações divulgadas pelo G1, a perícia da Polícia Civil encontrou uma régua de pedreiro a cerca de 150 metros do local onde estavam os corpos.

A Polícia Militar informou, em nota, que os agentes envolvidos alegaram ter confundido um dos equipamentos carregados pelas vítimas com uma arma.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga o caso. A Polícia Civil apreendeu as armas dos policiais envolvidos e solicitou as imagens das câmeras corporais utilizadas na operação.

Segundo familiares, Marcelo e Edivan seguiriam para uma obra na região de Ipuca quando foram atingidos pelos disparos.

Comissão da Alerj cobra esclarecimentos

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) encaminhou ofícios à Secretaria de Segurança Pública, ao Comando-Geral da PMERJ, ao 7º BPM e ao Ministério Público do Rio de Janeiro pedindo esclarecimentos sobre a ocorrência.

O documento solicita a preservação e divulgação das imagens das câmeras corporais, além de uma investigação independente sobre a dinâmica da ação policial.

A presidente da comissão, deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), afirmou que o caso não pode ser tratado como um episódio isolado e criticou a violência policial no estado.

Até o momento, não houve divulgação das imagens das câmeras corporais nem detalhes oficiais sobre a dinâmica completa da ação.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários