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Família reclama de espera por cirurgia no Hugol: “Chora de dor”

Paciente está internado desde abril após acidente e aguarda procedimento no braço; hospital nega falta de materiais e diz que cirurgia segue cronograma médico

Redação
Por: Redação
22/05/2026 às 14h36 Atualizada em 01/06/2026 às 17h39
Família reclama de espera por cirurgia no Hugol: “Chora de dor”

A família de Sander Wilker Monteiro Maria, internado desde 27 de abril no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, o Hugol, em Goiânia, reclama da demora para a realização de uma cirurgia no braço esquerdo. Segundo os parentes, o paciente está na UTI e aguarda o procedimento há mais de três semanas.

Sander sofreu um acidente e precisa passar por uma intervenção cirúrgica para tratar uma fratura diafisária no úmero esquerdo, quebrado em três partes. A família afirma que a cirurgia teria sido cancelada duas vezes, sob a justificativa de falta de materiais. O hospital nega a informação.

A mãe do paciente, Heliziane Karola da Silva Monteiro, relatou que o termo de consentimento para a segunda cirurgia foi assinado em 19 de maio. Segundo ela, o filho sente dores intensas e precisa de sedação forte.

“Ele está com muita dor, chega a gritar, e precisa de sedação forte. Foi informado que ele iria para cirurgia, ficando em jejum desde as 13h30 de quarta-feira (20). Porém, a equipe da ortopedia não realizou o procedimento e saiu sem dar nenhuma explicação para a família”, afirmou.

Ainda de acordo com os familiares, os médicos ortopedistas conversaram apenas com o plantonista e não repassaram informações diretamente à família. Os parentes dizem que procuraram a ouvidoria do hospital presencialmente e foram informados de que não havia previsão para remarcar o procedimento.

Em nota, o Hugol informou que Sander permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva, sob acompanhamento contínuo de uma equipe multiprofissional. A unidade afirmou que o paciente é politraumatizado grave, vítima de trauma de alta energia, e já passou por procedimentos voltados à estabilização do quadro clínico e ao tratamento das lesões consideradas prioritárias.

O hospital também negou que qualquer procedimento tenha sido cancelado por falta de materiais ou insumos hospitalares. Segundo a unidade, a condução cirúrgica ocorre de forma planejada e escalonada, conforme avaliação clínica, prioridades assistenciais e condições adequadas para o procedimento definitivo.

Ainda conforme o Hugol, a cirurgia ortopédica no úmero esquerdo tem previsão para esta sexta-feira (22/5), mas pode sofrer alterações de acordo com a evolução clínica do paciente e nova avaliação médica.

A unidade afirmou ainda que os familiares vêm sendo acompanhados e orientados pela equipe assistencial sobre a evolução do caso e as etapas do tratamento.

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