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O líder cristão Alan Chambers, de 54 anos, foi preso nos Estados Unidos após marcar um encontro de teor sexual com quem acreditava ser um menino de 14 anos. A pessoa com quem ele conversava, no entanto, era um policial disfarçado.
O caso foi registrado no Condado de Orange e investigado pelo gabinete do xerife local. Segundo as autoridades, Chambers manteve conversas com o suposto adolescente entre fevereiro e maio, usando aplicativos como Snapchat e Telegram.
Durante as trocas de mensagens, de acordo com a investigação, o suspeito teria enviado conteúdos de teor sexual e tentado combinar detalhes para um encontro. A polícia afirma que ele também demonstrou preocupação em não ser descoberto.
A ação fazia parte de uma operação policial voltada ao combate ao aliciamento de menores pela internet. Após a abordagem, Alan Chambers foi preso sob suspeita de tentativa de aliciamento.
De acordo com o gabinete do xerife, os investigadores impediram que um menor fosse colocado em risco. As autoridades também relataram que o suspeito teria enviado imagens íntimas e mensagens explícitas durante as conversas.
O caso ganhou repercussão por envolver um nome conhecido em movimentos religiosos ligados à chamada “cura gay”. Chambers liderou a Exodus International entre 2001 e 2013, organização que defendia a tentativa de mudança da orientação sexual.
Anos depois, ele fez um pedido público de desculpas e reconheceu que a prática havia causado danos a pessoas que passaram pelo ministério. Mesmo assim, manteve posições conservadoras sobre sexualidade.
Após a prisão, Alan Chambers foi liberado mediante pagamento de fiança de cerca de US$ 15 mil. Ele responde por acusações como aliciamento de menor por meio eletrônico, envio de material impróprio e uso ilegal de dispositivos de comunicação.
A Justiça determinou que ele não tenha contato com menores de idade e proibiu o uso de redes sociais. O acesso à internet foi autorizado apenas para fins profissionais enquanto o processo segue em andamento.