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Goiânia lança pacote ambiental com 9 trilhas ecológicas e 16 km de corredores verdes

Projeto que conecta oito parques da capital começa nesta sexta-feira (12) no Bosque dos Buritis; cidade também recebe certificação internacional da ONU pela arborização.

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
12/06/2026 às 09h45
Goiânia lança pacote ambiental com 9 trilhas ecológicas e 16 km de corredores verdes
(Guilherme Alves / O popular)

A Prefeitura de Goiânia inicia nesta sexta-feira (12) a implantação de nove trilhas ecológicas e um amplo sistema de interligação entre áreas de preservação. O projeto faz parte do lançamento da Agenda Goiânia Mais Verde, que acontece pela manhã no Bosque dos Buritis.

 

A primeira etapa do programa será marcada pela entrega da Trilha Waldomiro Bariani Ortêncio. Com cerca de 740 metros de extensão, o trajeto homenageia um dos maiores nomes da literatura goiana e conta com placas informativas sobre a flora local e a história do escritor.

 

O evento, conduzido pelo prefeito Sandro Mabel (UB) e coordenado pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), também trará um reconhecimento internacional. A capital receberá o certificado Tree Cities of the World 2025, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) a cidades que priorizam a arborização urbana.

 

Integração de parques e sustentabilidade

O novo plano ambiental prevê a criação de 16 quilômetros de corredores verdes. Essas vias vão conectar unidades de conservação municipais e o Parque Serrinha, que pertence ao governo estadual.

 

A estrutura integra as chamadas Zonas de Desenvolvimento Sustentável (ZDSs), que contarão com jardins de chuva para auxiliar na infiltração da água pluvial, prevenindo alagamentos nas regiões centro e sul.

 

A criação das novas trilhas ecológicas abrange inicialmente sete parques urbanos da capital:

  • Areião

  • Bosque dos Buritis

  • Botafogo

  • Flamboyant

  • Jardim Botânico

  • Lago das Rosas

  • Vaca Brava

 

Turismo, história e impacto climático

Para Pedro Henrique Baima Paiva, gerente de pesquisa da Amma, as rotas vão muito além do lazer. Ele explica que a estrutura coloca os cidadãos "em contato com as riquezas naturais da capital", potencializando a educação ambiental.

 

A gestão municipal planeja utilizar o circuito para resgatar a história da construção de Goiânia nos anos 1930. A ideia é criar uma narrativa positiva que valorize o acervo art déco e aproveite o fluxo de eventos internacionais, como a MotoGP, para impulsionar o turismo e a economia local.

 

Um projeto piloto dessa iniciativa já foi testado em novembro do ano passado, no Parque Areião, focado na contenção de processos erosivos e na proteção de nascentes. Agora, a expansão dos corredores verdes tem como objetivo principal mitigar os efeitos das mudanças climáticas e garantir a variabilidade genética da fauna e flora goianienses.

 

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