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Mulher é presa suspeita de manter adolescente em cárcere e escravidão sexual em Goiás

Caso ocorreu em Aparecida de Goiânia; vítima de 15 anos relatou à polícia que era proibida de manter contato com a mãe ou ter amigos.

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
11/06/2026 às 15h50
Mulher é presa suspeita de manter adolescente em cárcere e escravidão sexual em Goiás
Vítima de 15 anos relatou à Polícia Civil que sofria abusos contínuos e vivia isolada (Foto: PCGO)

Uma mulher de 46 anos foi presa na última segunda-feira (8) sob a acusação de manter um adolescente de 15 anos em situação de escravidão sexual e cárcere privado em Aparecida de Goiânia. A suspeita, que era tia de consideração da vítima, teria cometido os abusos durante dois anos.

 

A operação foi deflagrada por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após uma denúncia formalizada pelo Conselho Tutelar da Região Central. Ao chegarem ao endereço da investigada, os policiais encontraram o jovem e confirmaram o cenário de vulnerabilidade.

 

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O regime de isolamento

Em depoimento prestado à Polícia Civil, o adolescente detalhou o cotidiano sob o controle da mulher. Segundo o relato, a suspeita impunha um isolamento rigoroso para garantir a continuidade dos abusos:

  • Proibição de contatos: O jovem era impedido de falar com a própria mãe.

  • Isolamento social: A vítima não tinha permissão para fazer amizades ou sair sozinha.

  • Abusos sistemáticos: O adolescente era coagido a praticar atos sexuais com a mulher de forma recorrente.

 

Investigação e desdobramentos

A mulher foi autuada em flagrante por estupro de vulnerável. A Polícia Civil agora aprofunda as investigações para identificar há quanto tempo o ciclo de violência ocorria exatamente e se outras pessoas tinham conhecimento da situação dentro da residência.

 

A vítima foi acolhida pelas autoridades competentes e está recebendo acompanhamento especializado. O nome da suspeita foi preservado para não comprometer a identificação do menor, e a defesa da investigada não foi localizada para comentar as acusações. O espaço permanece aberto para manifestações.

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