}

Uma mulher de 46 anos foi presa na última segunda-feira (8) sob a acusação de manter um adolescente de 15 anos em situação de escravidão sexual e cárcere privado em Aparecida de Goiânia. A suspeita, que era tia de consideração da vítima, teria cometido os abusos durante dois anos.
A operação foi deflagrada por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após uma denúncia formalizada pelo Conselho Tutelar da Região Central. Ao chegarem ao endereço da investigada, os policiais encontraram o jovem e confirmaram o cenário de vulnerabilidade.
Leia mais
O regime de isolamento
Em depoimento prestado à Polícia Civil, o adolescente detalhou o cotidiano sob o controle da mulher. Segundo o relato, a suspeita impunha um isolamento rigoroso para garantir a continuidade dos abusos:
Proibição de contatos: O jovem era impedido de falar com a própria mãe.
Isolamento social: A vítima não tinha permissão para fazer amizades ou sair sozinha.
Abusos sistemáticos: O adolescente era coagido a praticar atos sexuais com a mulher de forma recorrente.
Investigação e desdobramentos
A mulher foi autuada em flagrante por estupro de vulnerável. A Polícia Civil agora aprofunda as investigações para identificar há quanto tempo o ciclo de violência ocorria exatamente e se outras pessoas tinham conhecimento da situação dentro da residência.
A vítima foi acolhida pelas autoridades competentes e está recebendo acompanhamento especializado. O nome da suspeita foi preservado para não comprometer a identificação do menor, e a defesa da investigada não foi localizada para comentar as acusações. O espaço permanece aberto para manifestações.