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A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Taxa Criminosa para investigar um suposto esquema de cobrança de propina para a liberação de alvarás temporários de funcionamento de atividades de entretenimento em Goiânia.
Ao todo, 12 pessoas são investigadas. Sete foram alvo de mandados de busca e apreensão e outras cinco tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados por determinação judicial.
Segundo a investigação, agentes públicos ligados a secretarias municipais e à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) teriam exigido vantagens indevidas para autorizar o funcionamento de atrações como Carreta Furacão, Carreta da Alegria, parques de diversões e estruturas temporárias de alimentação entre os anos de 2017 e 2022.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações começaram após a denúncia de um empresário do setor de entretenimento. Ele relatou que precisava realizar pagamentos em dinheiro, transferências bancárias, PIX, depósitos e até prestar serviços gratuitos para obter as licenças necessárias ao funcionamento de seus empreendimentos.
Ainda segundo o denunciante, as cobranças recorrentes o levaram a encerrar as atividades em Goiânia em 2021, acumulando prejuízos superiores a R$ 400 mil.
Os investigados poderão responder por corrupção ativa, concussão e associação criminosa.
Entre os alvos de mandados de busca e apreensão estão:
Em nota divulgada após a operação, o vereador Luan Alves afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e declarou desconhecer o teor das acusações.
"Estou no aguardo das apurações e à disposição para prestar esclarecimentos e contribuir com o trâmite legal da investigação", afirmou.
Até a publicação desta reportagem, os demais citados não haviam se manifestado publicamente sobre o caso.
Segundo a Deccor, as diligências prosseguem para identificar a participação de cada investigado e rastrear o destino dos valores que teriam sido pagos para obtenção das autorizações temporárias de funcionamento.
A Polícia Civil não informou, até o momento, o valor total que pode ter sido movimentado no suposto esquema.