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“Pai, não reage”: vídeo mostra apelo de filha antes de idoso ser morto por guardas em Senador Canedo

José de Moura, de 78 anos, foi baleado dentro de casa após ser apontado como autor das facadas que deixaram um jovem em estado gravíssimo. GCM alega que vítima avançou contra equipe.

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
09/06/2026 às 10h10 Atualizada em 09/06/2026 às 10h57
“Pai, não reage”: vídeo mostra apelo de filha antes de idoso ser morto por guardas em Senador Canedo
A mulher tenta convencer o pai a se render enquanto agentes cercam a residência (Foto: reprodução)

Um idoso de 78 anos foi morto a tiros por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. A ação ocorreu na madrugada de sexta-feira (5), no Setor Jardim Liberdade, e foi registrada em vídeo pela filha da vítima.

 

Nas imagens, a mulher faz apelos desesperados para que o pai, José de Moura, se entregue pacificamente. “Pai, não reage, pai, para você não ser machucado”, suplica a filha enquanto filma a tentativa de negociação do lado de fora.

 

A corporação foi acionada sob a denúncia de que o idoso havia tentado matar um jovem de 25 anos com golpes de faca momentos antes. O rapaz foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo).

 

"Pai, vai lá, responde bonitinho, pai. Eu tô aqui", diz a filha na gravação, na tentativa de acalmar a situação e convencer o idoso a largar a suposta arma branca que os agentes ordenavam que ele soltasse.

 

De acordo com a versão registrada pela GCM, a escalada do confronto que resultou na morte seguiu a seguinte dinâmica:

  • O idoso teria se recusado a abrir o portão, forçando a entrada da equipe no imóvel.

  • Já dentro da residência, o homem supostamente tentou golpear um dos agentes com um punhal.

  • A equipe alega ter usado uma arma de choque (taser) inicialmente, mas a medida não foi suficiente para contê-lo.

  • Em seguida, foram efetuados os disparos de arma de fogo. O óbito foi constatado ainda no local.

 

Em nota oficial, a GCM lamentou a morte e declarou que buscou resolver a ocorrência sem o uso de força letal. O caso gerou a abertura de um procedimento na Corregedoria da Guarda para apuração interna.

 

A Polícia Civil assumiu a investigação e deve analisar as imagens gravadas pela filha, além de colher depoimentos para esclarecer as circunstâncias exatas dos disparos.

 

 

 

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