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Ex-funcionária é presa suspeita de desviar R$ 137 mil de loja de roupas em Goiânia

Mulher atuava no setor financeiro da empresa e teria usado o dinheiro corporativo para comprar celulares, passagens aéreas e transferir valores a familiares via Pix.

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
08/06/2026 às 13h52 Atualizada em 08/06/2026 às 14h03
Ex-funcionária é presa suspeita de desviar R$ 137 mil de loja de roupas em Goiânia
Investigação aponta que a mulher já havia realizado o check-in quando foi encontrada por policiais (Foto: reprodução / redes sociais)

Uma ex-funcionária de 29 anos foi presa preventivamente na última quarta-feira (3) suspeita de desviar R$ 137,4 mil de uma loja de roupas localizada no Setor Marista, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, a mulher trabalhava no departamento financeiro da empresa e usava o acesso às contas e aos cartões corporativos para custear despesas pessoais e fazer transferências via Pix para familiares.

As investigações apontam que as movimentações financeiras irregulares ocorreram ao longo de dez meses, entre setembro de 2025 e abril de 2026. O esquema foi descoberto pela proprietária do estabelecimento após identificar a compra não autorizada de um iPhone 15 Pro Max com o cartão da empresa. Após a suspeita admitir a aquisição do aparelho, a administração realizou uma auditoria interna que revelou a dimensão do prejuízo.

Risco de fuga e reincidência

A Justiça decretou a prisão preventiva da investigada devido ao risco iminente de fuga e à continuidade dos delitos. Os policiais da 8ª Delegacia de Polícia constataram que a mulher havia comprado uma passagem aérea para o Rio de Janeiro e já estava com o check-in confirmado para a noite de quarta-feira. As equipes localizaram a suspeita em casa antes que ela pudesse deixar a cidade.

Segundo o inquérito, a ex-funcionária continuou tentando realizar compras com recursos da loja mesmo após ter sido confrontada pela proprietária e já ciente de que era alvo de apuração. Durante a operação, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na residência da mulher. O celular da investigada foi apreendido e passou por quebra de sigilo de dados, com o objetivo de mapear outros possíveis envolvidos e auxiliar na recuperação dos valores.

O que diz a empresa

Em nota oficial, a marca de roupas Ambrô confirmou as fraudes praticadas pela ex-colaboradora e informou que adotou as medidas judiciais cabíveis imediatamente após a descoberta dos desvios.

A empresa declarou que reuniu farta documentação financeira e entregou todas as evidências às autoridades competentes para colaborar com as apurações. A direção da loja ressaltou ainda que o episódio não afeta as operações comerciais da marca nem o atendimento a clientes e fornecedores.

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