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Júri do caso Henry Borel chega ao 10º dia e sentença pode sair nesta quarta-feira

Julgamento de Monique Medeiros e Jairinho entra na fase de debates entre acusação e defesa. Tribunal do Rio de Janeiro registra o júri mais longo desde 2008.

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
03/06/2026 às 10h06 Atualizada em 03/06/2026 às 10h21
Júri do caso Henry Borel chega ao 10º dia e sentença pode sair nesta quarta-feira

O julgamento do caso Henry Borel entra em sua reta final nesta quarta-feira (3) e a expectativa é de que a sentença seja anunciada até o fim da noite. No décimo dia de sessões, o júri, que já é considerado o mais longo do estado do Rio de Janeiro desde a reforma processual de 2008, avança para a fase de debates finais.

A partir das 10h, o Ministério Público e os assistentes de acusação terão duas horas e meia para expor suas teses aos sete jurados. O mesmo tempo será concedido na sequência às defesas da professora Monique Medeiros, mãe do menino, e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho.

A etapa ainda prevê a possibilidade de réplica e tréplica antes da votação final em que o conselho de sentença decidirá pela condenação ou absolvição dos réus. Em caso de veredito condenatório, caberá à juíza Elizabeth Machado Louro estipular as penas.

Mudança de versão

Na véspera da decisão, o interrogatório de Monique marcou uma mudança na narrativa da defesa. Durante quase seis horas de depoimento na terça-feira (2), a mãe de Henry afirmou pela primeira vez que acredita que o ex-companheiro matou o filho, abandonando a tese anterior de que a morte teria sido causada por um acidente doméstico.

Monique chorou, negou ter sido negligente e declarou que estava dormindo no momento em que a criança morreu, possivelmente sob efeito de medicamentos. Segundo ela, Jairinho tinha o costume de misturar remédios em suas bebidas. Sobre os depoimentos passados, a professora justificou que mentiu por não compreender a situação na época e por ter sido induzida pela versão do então companheiro.

A fala de Jairinho

O interrogatório do ex-vereador ocorreu logo após o da ex-companheira. Jairinho optou por responder apenas aos questionamentos de seus advogados e se recusou a falar com a magistrada. Ele negou ter agredido a criança, contrariando os relatos de testemunhas ouvidas ao longo do processo.

A defesa de Jairinho manteve o argumento de que não há provas materiais do crime e sustentou que os jurados podem estar sob influência da forte repercussão midiática do caso. Durante os dez dias de tribunal, 22 testemunhas foram ouvidas antes que o julgamento chegasse à fase de interrogatório dos réus.

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