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EUA interceptam mísseis iranianos disparados contra base militar no Kuwait

Ataque de Teerã tinha como alvo tropas americanas na região, mas não deixou feridos. Ação ocorre após bombardeios de Washington e escalada de tensão após a morte de Ali Khamenei.

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
01/06/2026 às 15h47 Atualizada em 01/06/2026 às 16h01
EUA interceptam mísseis iranianos disparados contra base militar no Kuwait

As forças militares dos Estados Unidos interceptaram dois mísseis balísticos disparados pelo Irã que tinham como alvo tropas americanas posicionadas no Kuwait. O ataque ocorreu no fim do domingo (31) e as informações foram confirmadas pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) nesta segunda-feira (1º). De acordo com o exército americano, nenhum soldado ficou ferido na ação.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã assumiu a autoria dos disparos e informou que o alvo era uma base aérea utilizada por Washington. O governo iraniano justificou a ofensiva como uma resposta a um bombardeio realizado pelos Estados Unidos no sul do território iraniano durante o fim de semana.

O governo do Kuwait acionou seus sistemas de defesa aérea nesta segunda-feira e condenou publicamente os ataques com mísseis e drones. As autoridades locais declararam que as ações de Teerã prejudicam as tentativas de reduzir as tensões diplomáticas e militares na região.

Retaliação e cessar-fogo

Antes do disparo dos mísseis contra o Kuwait, o CENTCOM havia informado que as forças americanas atacaram defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones na região. Os militares dos EUA alegaram que a operação foi necessária para neutralizar ameaças iminentes a navios na área, após o abatimento de um drone americano em águas internacionais. O comando militar ressaltou que manterá as ações de proteção aos seus ativos mesmo diante do atual período de cessar-fogo.

Após a confirmação do incidente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, Truth Social, para se manifestar sobre a situação política com Teerã. O republicano afirmou que o governo iraniano deseja firmar um acordo com Washington e indicou que as negociações podem avançar de forma benéfica para os americanos e seus aliados.

Histórico do conflito

A atual guerra entre os países teve início em 28 de fevereiro, quando Donald Trump anunciou um ataque de grande escala contra o Irã. Na ocasião, o governo americano justificou a ofensiva sob o argumento de neutralizar o programa nuclear de Teerã e eliminar ameaças consideradas iminentes.

A operação conjunta realizada pelos Estados Unidos e por Israel resultou na morte do então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Os bombardeios iniciais provocaram milhares de mortes em território iraniano e atingiram dezenas de edifícios históricos, museus e sítios culturais.

Em resposta à ofensiva ocidental, o Irã promoveu contra-ataques na região do Oriente Médio e bloqueou o Estreito de Ormuz, canal marítimo estratégico por onde circula aproximadamente 20% do fornecimento global de petróleo.

O cenário de guerra foi precedido por uma forte mobilização militar dos EUA na região, a maior desde 2003, e ocorreu em um período de instabilidade interna no Irã, marcado por protestos populares motivados pela crise econômica do país. Embora diplomatas mantivessem conversações sobre o pacto nuclear semanas antes do início dos combates, as negociações foram interrompidas após acusações de Washington sobre a falta de adesão de Teerã aos termos propostos.

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