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Entenda o que é a Ficco, força-tarefa que lidera o combate ao PCC e Comando Vermelho no país

Estrutura reúne policiais federais, civis e militares para asfixiar o braço financeiro e logístico de facções criminosas. Em março, grupo coordenou ofensiva com mais de 100 prisões em 15 estados.

Redação
Por: Redação
01/06/2026 às 11h17 Atualizada em 08/06/2026 às 17h29
Entenda o que é a Ficco, força-tarefa que lidera o combate ao PCC e Comando Vermelho no país

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) se consolidou como a principal estrutura utilizada pelas autoridades brasileiras para desarticular as maiores facções do país, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A sigla tem estado à frente das operações recentes voltadas ao enfraquecimento financeiro, logístico e territorial dessas redes.

O modelo de atuação une o trabalho de policiais federais, civis, militares e penais. A força-tarefa conta ainda com o apoio direto de setores de inteligência e secretarias estaduais de segurança pública.

A integração permanente parte de uma avaliação central das autoridades de segurança: nenhuma instituição policial consegue enfrentar sozinha o atual nível de organização e capilaridade do crime no Brasil.

Expansão das facções

O fortalecimento das Ficcos ocorre em resposta direta ao crescimento dos grupos criminosos, que há muito tempo deixaram de atuar apenas nos presídios e nas áreas dominadas pelo tráfico urbano.

Atualmente, facções como o PCC e o CV controlam rotas internacionais de tráfico de cocaína e travam disputas violentas por territórios estratégicos em regiões de fronteira. Para movimentar os recursos ilícitos, essas organizações utilizam redes complexas de lavagem de dinheiro, empresas de fachada e operadores financeiros espalhados por diversos estados.

Megaoperação nacional

A capacidade de articulação da força-tarefa ficou evidente em março deste ano, quando uma megaoperação mobilizou o efetivo de segurança em 15 estados simultaneamente para atingir integrantes de facções.

A investigação mirou alvos envolvidos com tráfico de drogas e de armas, além de lavagem de dinheiro e disputas territoriais. Durante a ofensiva coordenada, os policiais cumpriram mais de 100 mandados de prisão e 181 de busca e apreensão, desestruturando células criminosas em várias regiões do país.

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