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Um homem de 46 anos apontado pela Polícia Militar (PM) como líder de um grupo criminoso especializado na explosão de caixas eletrônicos morreu após um confronto com a Companhia de Policiamento Especializado (CPE). A troca de tiros ocorreu na manhã deste sábado (30), no Setor Belo Horizonte, em Aparecida de Goiânia.
Identificado como Marcelo Antônio Marques Pereira, conhecido como "Mad Max", o suspeito acumulava 15 registros criminais ligados a ataques contra instituições financeiras. Segundo a corporação, mesmo sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, ele articulava novas ações em Goiás, nos moldes da modalidade criminosa conhecida como "Novo Cangaço".
Arsenal e detonação controlada
Após o confronto, os policiais realizaram buscas na residência do investigado. No local, as equipes localizaram um arsenal que incluía munições de fuzil, colete balístico, roupas camufladas e um radiocomunicador.
Os agentes também encontraram artefatos explosivos prontos para uso. Devido ao alto poder destrutivo e ao risco oferecido pelo material, o Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado para realizar a detonação controlada no local.
Investigação e elo com outro suspeito
As apurações da PM indicam que Marcelo atuava em parceria direta com Crenilton Ferreira Barreto, de 44 anos. Crenilton também morreu em confronto com a polícia na semana anterior, no dia 22 de maio, ao trocar tiros com a CPE de Trindade. Na ocasião, armas e explosivos foram apreendidos na casa dele.
Ainda de acordo com a polícia, áudios interceptados durante a investigação revelam diálogos recentes entre Marcelo e Crenilton. Nas gravações, os dois compartilhavam detalhes estratégicos e planejavam os próximos ataques a agências bancárias da região.