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Cleitinho leva pizza ao Senado e cobra avanço de PEC sobre fim da escala 6×1

Senador exibiu uma nota de R$ 50 na tribuna para criticar o valor recebido por um dia de trabalho e defender mudanças na jornada semanal

Redação
Por: Redação
26/05/2026 às 16h14 Atualizada em 01/06/2026 às 16h29
Cleitinho leva pizza ao Senado e cobra avanço de PEC sobre fim da escala 6×1

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) levou uma caixa de pizza ao Senado e exibiu uma nota de R$ 50 durante discurso na quarta-feira (20) para defender o avanço da proposta que trata do fim da escala 6×1. O gesto foi usado pelo parlamentar para criticar a rotina de trabalho de parte dos brasileiros e cobrar prioridade para a discussão no Congresso.

Na tribuna, Cleitinho afirmou que o valor correspondente a um dia de trabalho de muitos trabalhadores não seria suficiente para comprar uma pizza. O senador também criticou a rotina de parlamentares e disse que a redução da jornada deve ser tratada como prioridade.

A escala 6×1 prevê seis dias de trabalho para um de descanso. A proposta em discussão no Congresso busca alterar esse modelo e ampliar o período de folga semanal dos trabalhadores, sem redução salarial.

A Comissão Especial da Câmara que analisa a PEC 221/2019 se reuniu na segunda-feira (25) para discutir e votar o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). Segundo a Agência Câmara, a proposta altera o artigo 7º da Constituição para reduzir a jornada de trabalho para 36 horas semanais no prazo de dez anos.

O relatório apresentado por Leo Prates prevê o fim do modelo 6×1, com direito constitucional a dois dias de descanso por semana e jornada máxima de 40 horas semanais, sem redução salarial, de acordo com o Poder360.

O tema segue em debate entre parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo. Defensores da mudança afirmam que a medida pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o desgaste físico e mental. Já setores empresariais cobram regras de transição e avaliam impactos sobre custos, produtividade e funcionamento de atividades essenciais.

A proposta ainda precisa avançar nas etapas de tramitação no Congresso antes de eventual promulgação. Até o momento, a discussão continua concentrada na Câmara, onde o parecer do relator passou a orientar as negociações sobre o texto.

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