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Um vídeo gravado anos antes da morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, voltou a repercutir nas redes sociais após a tragédia ocorrida durante um salto de bungee jump no interior de São Paulo.
As imagens mostram um dos instrutores investigados participando de uma encenação em que um saco preto, simulando um corpo humano, é arremessado da chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira. O vídeo recebeu o título de "Escondendo o corpo" e foi publicado nas redes sociais em setembro de 2022.
O conteúdo voltou a circular após a morte de Maria Eduarda, ocorrida no último sábado (13), quando a jovem foi lançada da mesma ponte sem estar presa ao cabo de segurança.
Segundo as investigações, três instrutores foram presos e são acusados de envolvimento no caso. Entre eles está Luis Felipe Feliciano Egoroff, apontado como um dos participantes da gravação.
A publicação gerou forte repercussão nas redes sociais. Internautas classificaram o vídeo como insensível e questionaram a postura dos responsáveis pela operação de salto.
Maria Eduarda participava de um salto de bungee jump quando caiu de uma altura de aproximadamente 60 metros.
As investigações apontam que a jovem teria sido autorizada a saltar sem que o equipamento de segurança estivesse devidamente conectado.
Imagens registradas no momento da atividade mostram a estudante sendo liberada para o salto enquanto outros integrantes da equipe acompanhavam a operação.
A Polícia Civil investiga possíveis falhas nos protocolos de segurança adotados pela empresa responsável.
Além de Luis Felipe Feliciano Egoroff, também foram presos Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos.
De acordo com a investigação, os três atuavam na coordenação da atividade no momento do acidente.
Em depoimento, os suspeitos afirmaram não se lembrar quem seria o responsável por conectar o cabo de segurança à vítima, informação considerada relevante para esclarecer a dinâmica dos fatos.
Nesta semana, os três investigados foram transferidos para outra unidade prisional do estado de São Paulo.
Segundo a defesa, a mudança ocorreu para garantir a integridade física dos acusados devido à repercussão do caso.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte da jovem e deve concluir o inquérito nas próximas semanas.
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