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Polícia Civil investiga construtora por suposta fraude em obras e bloqueia R$ 1,5 milhão

Operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra empresa sediada em Goiás; prejuízos às vítimas ultrapassam R$ 1,4 milhão

Por: Lorena Lázaro
16/06/2026 às 08h33
Polícia Civil investiga construtora por suposta fraude em obras e bloqueia R$ 1,5 milhão
Foto: reprodução da Policia Civil

 A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (16) a Operação Opus Malus para investigar uma construtora suspeita de praticar crimes contra as relações de consumo. Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio judicial de R$ 1,5 milhão em bens e valores dos investigados.

Segundo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon), a investigação teve início há cerca de um ano e apura a atuação da empresa Ferreira Pires, além dos sócios Mário Ferreira Pires Neto e Lorena Corrêa Chaves Ferreira Pires.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados são suspeitos de induzir consumidores a erro em relação aos prazos de conclusão de obras residenciais contratadas. As apurações apontam que atrasos seriam provocados deliberadamente para aumentar a rentabilidade dos empreendimentos.

Ainda segundo a investigação, relatórios com informações falsas sobre o andamento das construções teriam sido apresentados aos clientes, além da omissão de dados relacionados à qualidade dos materiais utilizados nas obras.

A polícia afirma que a empresa mantinha forte presença nas redes sociais e divulgava uma imagem de credibilidade e eficiência para atrair novos consumidores.

Prejuízos passam de R$ 1,4 milhão

Até o momento, três vítimas foram identificadas pela investigação.

Os prejuízos informados pela Polícia Civil chegam a:

  • R$ 240 mil

  • R$ 510 mil

  • R$ 700 mil

Somados, os valores ultrapassam R$ 1,4 milhão.

A Decon informou que as investigações continuam com análise do material apreendido, realização de depoimentos e identificação de possíveis novas vítimas.

Polícia divulga nomes para localizar outras vítimas

A divulgação dos nomes dos sócios e da empresa foi autorizada pela autoridade policial com o objetivo de permitir que outras pessoas eventualmente prejudicadas procurem a Polícia Civil e auxiliem no avanço das investigações.

Os investigados não haviam se manifestado sobre as acusações até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para posicionamento da defesa.

 

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