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Ingressos da Copa de 1994 viram relíquia e expõem disparada nos preços para o Mundial de 2026

Comparação feita pelo New York Post mostra que bilhetes que custavam US$ 45 há 32 anos hoje deram lugar a entradas de até US$ 32 mil

Por: Lorena Lázaro
10/06/2026 às 16h37 Atualizada em 10/06/2026 às 16h46
Ingressos da Copa de 1994 viram relíquia e expõem disparada nos preços para o Mundial de 2026
Ingressos de 1994

Uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano New York Post chamou a atenção dos fãs de futebol ao comparar os preços dos ingressos da Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos, com os valores cobrados para a edição de 2026, que começa nesta semana e será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.

 

A publicação encontrou ingressos originais guardados por um torcedor que assistiu a partidas do Mundial de 1994. Na época, era possível assistir a jogos de seleções como Brasil, Suécia, Alemanha e Espanha pagando apenas US$ 45. Corrigido pela inflação americana, esse valor corresponderia hoje a aproximadamente US$ 104.

 

O contraste com a realidade atual é impressionante

Segundo o jornal, os ingressos mais caros para a final da Copa do Mundo de 2026 chegaram a ser anunciados por US$ 32.970, cerca de R$ 180 mil na cotação atual. O valor é mais de 300 vezes superior ao preço corrigido de um ingresso da Copa de 1994.

 

Até mesmo as partidas da fase de grupos ficaram mais caras. De acordo com a reportagem, os ingressos mais acessíveis encontrados recentemente custavam entre US$ 170 e US$ 220, enquanto confrontos mais aguardados ultrapassavam facilmente a faixa dos US$ 1 mil.

 

Copa maior, preços maiores

A FIFA atribui parte da valorização à enorme demanda pela competição. A edição de 2026 será a maior da história, com 48 seleções participantes, 104 partidas e jogos distribuídos em 16 cidades-sede de três países diferentes.

 

Além da procura recorde, especialistas apontam outros fatores que pressionam os preços, como a inflação acumulada nos últimos anos, o aumento das tarifas aéreas, os custos de hospedagem e o sistema de precificação dinâmica adotado pela FIFA e por plataformas de revenda.

 

O próprio New York Post destaca que a Copa de 2026 está sendo realizada em um momento de forte pressão sobre o turismo internacional, com passagens aéreas mais caras e hospedagens atingindo valores recordes em algumas cidades-sede.

 

Nem Trump quis pagar

A reportagem cita ainda uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou os preços cobrados para acompanhar a partida de abertura da seleção americana contra o Paraguai, em Los Angeles.

Segundo o jornal, Trump afirmou que não desembolsaria os cerca de US$ 1 mil necessários para assistir ao jogo.

 

Quanto custava assistir à Copa de 1994?

Entre os ingressos encontrados pelo jornal estavam:

⚽ Bulgária x Grécia – US$ 45

⚽ Bolívia x Espanha – US$ 65

⚽ Brasil x Suécia – US$ 45

⚽ Alemanha x Bélgica – US$ 85

Na época, estacionar próximo ao estádio custava apenas US$ 10. Hoje, o mesmo serviço pode ultrapassar US$ 50 em algumas cidades americanas.

 

A comparação feita pelo New York Post acabou viralizando justamente por mostrar como o principal torneio de futebol do planeta se tornou um evento cada vez mais caro para o torcedor comum.

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