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Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe que levou idosa à morte em Goiânia

Investigação apura atuação de associação criminosa especializada em fraudes bancárias; prejuízo da vítima chegou a R$ 500 mil

Por: Lorena Lázaro
17/06/2026 às 08h32
Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe que levou idosa à morte em Goiânia
Divulgação da polícia civil

 A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (17) a Operação Golpe Fatal para desarticular uma associação criminosa investigada por aplicar fraudes bancárias que causaram prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil a uma idosa em Goiânia.

De acordo com as investigações, a vítima foi convencida pelos criminosos a realizar diversas transferências bancárias sob a falsa alegação de que sua conta corria risco e precisava ser protegida. Após descobrir que havia sido enganada e perder grande parte de seu patrimônio, a mulher acabou tirando a própria vida.

A operação é coordenada pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além das Polícias Civis de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o sequestro de aproximadamente R$ 500 mil em bens ligados aos investigados.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de atuar nos golpes conhecidos como "Falsa Central Bancária" e "Mão Fantasma", modalidades que vêm fazendo milhares de vítimas em todo o país.

No golpe da falsa central bancária, criminosos entram em contato com a vítima se passando por funcionários de instituições financeiras e alegam movimentações suspeitas na conta. A partir disso, induzem a pessoa a realizar transferências, fornecer senhas ou instalar aplicativos.

Já no golpe da mão fantasma, os estelionatários convencem a vítima a instalar programas que permitem o acesso remoto ao celular ou computador. Com o dispositivo sob controle, os criminosos realizam operações bancárias sem que a vítima perceba.

A operação busca responsabilizar os integrantes da organização, identificar outras possíveis vítimas e recuperar parte dos recursos obtidos por meio das fraudes.

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