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Inmet alerta para retorno do El Niño nos próximos meses
Monitoramento aponta aquecimento do Pacífico Equatorial e indica condições favoráveis para formação do fenômeno climático
09/06/2026 15h12 Atualizada há 5 dias
Por: Lorena Lázaro

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta terça-feira (9) um alerta indicando condições favoráveis para a formação de um novo episódio de El Niño nos próximos meses.

Segundo o órgão, os dados observados no Oceano Pacífico Equatorial e as projeções climáticas mais recentes mostram um cenário propício para o desenvolvimento do fenômeno, que influencia os padrões de temperatura e chuva em diversas regiões do planeta.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical. De acordo com o Inmet, a caracterização oficial do fenômeno acontece quando o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) permanece igual ou superior a 0,5°C durante pelo menos cinco trimestres consecutivos.

Conforme o boletim divulgado pelo instituto, o primeiro período que poderá atingir esse limiar corresponde ao trimestre abril-maio-junho de 2026.

O monitoramento é realizado de forma contínua e inclui a análise da temperatura da superfície do mar, além de indicadores atmosféricos e oceânicos associados ao fenômeno. O Inmet também acompanha previsões emitidas por centros meteorológicos internacionais especializados em clima.

Como o El Niño pode afetar o Brasil?

Historicamente, o fenômeno provoca alterações importantes no clima brasileiro.

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No Norte e em parte do Nordeste, geralmente reduz as precipitações, favorecendo períodos de estiagem e aumentando o risco de queimadas.

No Centro-Oeste, incluindo Goiás, o fenômeno costuma estar associado a temperaturas mais elevadas, baixa umidade do ar e irregularidade das chuvas, especialmente durante a primavera e o verão.

As mudanças também podem afetar a agricultura, principalmente em culturas dependentes do regime regular de chuvas, como soja e milho.

Apesar do alerta, o Inmet destaca que ainda não é possível determinar a intensidade do fenômeno. Uma nova nota técnica com atualização das projeções deve ser divulgada pelo instituto nos próximos dias.

 

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