O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) virou alvo de críticas nas redes sociais após publicar um vídeo comentando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil.
A repercussão ocorreu em meio à tramitação da proposta na Câmara dos Deputados. A comissão especial responsável pela análise do texto discute nesta quarta-feira (27) o parecer do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
A PEC prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, encerrando o modelo conhecido como escala 6×1.
No vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas afirmou que não é contra o fim da escala, mas criticou a forma como o debate vem sendo conduzido. Segundo ele, a proposta não resolveria, sozinha, os problemas enfrentados pelos trabalhadores brasileiros.
“A esquerda pega pessoas fragilizadas, sensíveis, que não têm tempo para família, estão tristes, e fala que agora vai solucionar a vida delas”, declarou o parlamentar.
O deputado também citou temas como segurança pública, carga tributária e gastos do Estado ao argumentar que os desafios enfrentados pela população vão além da jornada de trabalho.
As declarações provocaram reação negativa nas redes sociais. Parte dos usuários criticou os privilégios atribuídos à classe política e comparou a rotina parlamentar à realidade de trabalhadores submetidos à escala 6×1.
Entre os comentários, internautas questionaram a carga de trabalho de deputados federais e citaram salários e benefícios do Congresso Nacional. Outros acusaram parlamentares de priorizarem pautas políticas em detrimento de propostas ligadas ao cotidiano dos trabalhadores.
O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses e passou a mobilizar setores empresariais, sindicatos e parlamentares. Defensores da proposta afirmam que a medida pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o desgaste físico e mental dos trabalhadores. Já críticos apontam possíveis impactos econômicos e desafios para determinados setores produtivos.
A proposta ainda segue em discussão na Câmara e precisará avançar em outras etapas de tramitação antes de eventual aprovação.