A Polícia Federal iniciou, na manhã desta quinta-feira (18/6), a nona fase da Operação Compliance Zero. O objetivo é desarticular um suposto esquema de fraudes e irregularidades envolvendo instituições ligadas ao sistema financeiro nacional.
O foco central das apurações é um agente público com prerrogativa de foro. A presença dessa autoridade entre os alvos exigiu que a operação fosse analisada e autorizada diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Agentes federais cumprem hoje 18 mandados de busca e apreensão. As equipes atuam de forma simultânea em endereços localizados no Distrito Federal, no estado de São Paulo e na Bahia, com o intuito de recolher documentos e equipamentos eletrônicos.
Além das buscas nos imóveis dos suspeitos, o STF determinou medidas cautelares rigorosas para impedir a destruição de provas e frear a continuidade do esquema. Entre as restrições impostas estão:
Proibição imediata de contato entre os investigados
Suspensão e apreensão de passaportes
O avanço das investigações busca mapear o fluxo financeiro e detalhar a real participação de cada integrante no esquema ilícito. De acordo com a PF, os fatos levantados até o momento apontam para crimes graves contra a administração pública.
Caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo do inquérito, os envolvidos devem responder na Justiça pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.