A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou um inquérito para investigar a apreensão de uma arma de fogo que, segundo relato feito à Polícia Militar, pertenceria ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O armamento foi encontrado na noite de segunda-feira (16) durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.
A informação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso passou a ser acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com o registro da ocorrência, um veículo Honda Civic foi abordado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte. Durante a fiscalização, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a pistola pertenceria ao ex-presidente.
Além da arma, os policiais encontraram um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock calibre 9 milímetros.
O homem foi conduzido a uma delegacia para prestar esclarecimentos. Em depoimento, afirmou que havia retirado a arma no mesmo dia para realizar um reparo após uma pane no equipamento e que o armamento seria devolvido posteriormente.
Após tomar conhecimento da ocorrência, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos sobre a origem da arma no prazo de 24 horas.
A medida ocorre porque o ex-presidente cumpre prisão domiciliar e está submetido a restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo comunicado enviado à Corte, a 17ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal ficará responsável pelas diligências para apurar as circunstâncias da apreensão e verificar a regularidade da posse e do transporte da arma.
Até o momento, a Polícia Civil não informou se a pistola está registrada em nome de Jair Bolsonaro nem se houve irregularidade relacionada ao armamento.
A apuração deverá esclarecer a propriedade da arma, as circunstâncias em que ela foi retirada do local onde estava armazenada e se houve descumprimento de alguma determinação judicial.
O caso segue sob investigação.
Fonte: Agência Brasil
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