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Tarcísio chama de 'injusta' condenação de Eduardo Bolsonaro, mas nega impacto em chapa

Governador afirmou que decisão do STF que tornou ex-deputado inelegível não prejudica o grupo político na disputa pelo Senado

Cleyber Carlos
Por: Cleyber Carlos
17/06/2026 às 14h35
Tarcísio chama de 'injusta' condenação de Eduardo Bolsonaro, mas nega impacto em chapa
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em encontro no Palácio dos Bandeirantes, em junho de 2023. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou como "injusta" a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta quarta-feira (17) durante uma agenda pública na capital paulista.

 

Apesar do revés jurídico que atinge diretamente o aliado, Tarcísio garantiu que o resultado do julgamento não prejudica a articulação política do seu grupo para as eleições de outubro. Eduardo estava cotado para ser o primeiro suplente na chapa de André do Prado ao Senado.

 

"Temos que aguardar o acórdão sair, e temos que aguardar o recurso que a defesa vai protocolar no STF. Eu faço meus argumentos os que a defesa apresentou. Então, acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo".

 

Entenda a condenação

A Primeira Turma do STF condenou o parlamentar cassado, por unanimidade, a uma pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto. Ele foi acusado de coação no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022.

 

A decisão colegiada enquadra o político na Lei da Ficha Limpa, tornando-o inelegível por um período de oito anos após o cumprimento integral da pena. Atualmente, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos e se manifestou por nota considerando a sentença nula.

 

"Por isso, o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições".

 

Articulação nos bastidores

A indicação de André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), havia sido costurada diretamente com Eduardo durante uma viagem a Miami. O acordo previa o ex-deputado como suplente imediato.

 

Com o impedimento legal, a chapa precisará ser reconfigurada pelas lideranças do partido. Como o réu está no exterior, a Justiça brasileira poderá avaliar medidas alternativas para garantir o cumprimento da pena caso ele não retorne voluntariamente.

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