Flávio Lourenço, acusado de assassinar o próprio pai, o servidor da Polícia Civil de Goiás (PCGO) João Lourenço, de 64 anos, confessou o crime às autoridades. Durante o interrogatório, o homem admitiu ter atirado contra a vítima com o objetivo exclusivo de roubar sua caminhonete, uma Toyota Hilux.
O investigado detalhou aos policiais que já havia se dirigido à residência do pai armado e com as segundas intenções traçadas. Ele relatou a dinâmica do latrocínio, mas tentou justificar a atitude extrema demonstrando um suposto arrependimento perante os agentes.
"Foi um momento de loucura e ganância. Tenho filhos e uma esposa que dependem de mim", declarou o filho durante a confissão.
A pista decisiva
A elucidação rápida do caso e a prisão dos envolvidos só foram possíveis graças ao rastreamento comercial do veículo roubado. A caminhonete do servidor público foi negociada no mercado clandestino apenas um dia após o seu desaparecimento.
Foi exatamente essa tentativa rápida de lucrar com o bem que entregou o esquema à Polícia Civil. Os investigadores conseguiram mapear a rota do veículo e identificar a rede responsável por receber a caminhonete após o assassinato.
Prisão da quadrilha
A investigação revelou que o crime se desdobrou em uma operação que envolveu múltiplos suspeitos. Na última segunda-feira (15), a polícia deflagrou uma ação que resultou na prisão de seis pessoas ao todo.
Os detidos responderão por diferentes participações no esquema criminoso:
Envolvimento direto no latrocínio (roubo seguido de morte).
Atuação no desmanche parcial da Toyota Hilux.
Receptação do veículo e das peças.