A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (17) a Operação Golpe Fatal para desarticular uma associação criminosa investigada por aplicar fraudes bancárias que causaram prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil a uma idosa em Goiânia.
De acordo com as investigações, a vítima foi convencida pelos criminosos a realizar diversas transferências bancárias sob a falsa alegação de que sua conta corria risco e precisava ser protegida. Após descobrir que havia sido enganada e perder grande parte de seu patrimônio, a mulher acabou tirando a própria vida.
A operação é coordenada pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além das Polícias Civis de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o sequestro de aproximadamente R$ 500 mil em bens ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de atuar nos golpes conhecidos como "Falsa Central Bancária" e "Mão Fantasma", modalidades que vêm fazendo milhares de vítimas em todo o país.
No golpe da falsa central bancária, criminosos entram em contato com a vítima se passando por funcionários de instituições financeiras e alegam movimentações suspeitas na conta. A partir disso, induzem a pessoa a realizar transferências, fornecer senhas ou instalar aplicativos.
Já no golpe da mão fantasma, os estelionatários convencem a vítima a instalar programas que permitem o acesso remoto ao celular ou computador. Com o dispositivo sob controle, os criminosos realizam operações bancárias sem que a vítima perceba.
A operação busca responsabilizar os integrantes da organização, identificar outras possíveis vítimas e recuperar parte dos recursos obtidos por meio das fraudes.