Cidades Caso Limeira
Justiça mantém prisão de trio envolvido em morte de jovem após salto sem cordas
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra tiveram prisões convertidas em preventivas após audiência de custódia
15/06/2026 09h43 Atualizada há 2 dias
Por: Cleyber Carlos
Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão em flagrante de três homens suspeitos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu no último sábado (13) após ser lançada em um salto de hope jump — modalidade similar ao bungee jumping — sem o devido uso de cordas de segurança, em Limeira, no interior do estado.

 

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada neste domingo (14). Com isso, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, permanecerão detidos por tempo indeterminado enquanto as investigações prosseguem.

 

Entenda o caso

O acidente ocorreu em uma ponte na região de Limeira. Segundo informações da Polícia Militar, Maria Eduarda caiu de uma altura estimada de 40 metros ao realizar o salto. A jovem, que era formada em educação física e gestão esportiva, costumava compartilhar em suas redes sociais registros de atividades ao ar livre e contato com a natureza.

 

Momentos antes do ocorrido, a vítima chegou a publicar um story em seu perfil no Instagram mostrando o local. Na legenda, brincou com a situação: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”.

 

A jovem morreu após ser lançada em um salto sem equipamento de segurança. Créditos: Reprodução

 

Irregularidades na operação

Durante a apuração, constatou-se que os envolvidos utilizavam camisetas de grupos chamados “Entre Cordas” e “Ih Voei”. De acordo com a Polícia Civil, os nomes referem-se a coletivos informais de praticantes, não havendo registro de empresas oficiais ou autorizações técnicas por trás da operação realizada no local.

 

 

O que diz a defesa

O advogado dos três homens afirmou que seus clientes são entusiastas da modalidade e atuam no setor há anos, alegando que nunca enfrentaram incidentes anteriores. A defesa classificou o caso como uma “triste fatalidade” e sustenta que os envolvidos não tiveram a intenção de causar o resultado morte.

 

O corpo de Maria Eduarda foi velado e sepultado neste domingo no Cemitério Municipal de Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. O caso segue sob investigação das autoridades policiais, que agora buscam determinar a responsabilidade técnica e possíveis negligências na montagem do equipamento.