Um frigorífico de Goiânia voltou a gerar polêmica nas redes sociais após lançar uma promoção apelidada de "Picanha do Neymar". O anúncio da oferta proíbe explicitamente a participação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O vídeo da campanha já ultrapassou a marca de 1 milhão de visualizações. Nas imagens, a embalagem da peça bovina exibe uma foto do jogador da Seleção Brasileira em posição de sentido, acompanhada da bandeira nacional e do selo "Picanha Hexa".
Para participar da oferta, o cliente precisa seguir uma mecânica específica estipulada pelo comércio:
Comprar três unidades da picanha estampada com o rosto do atleta.
Ao cumprir a cota, o consumidor leva outras três peças com rostos de políticos conservadores.
As carnes de brinde trazem imagens do senador Flávio Bolsonaro, do ex-presidente dos EUA Donald Trump e do presidente argentino Javier Milei.
A polêmica maior se concentra na descrição da publicação oficial. A empresa ataca diretamente os eleitores do atual governo federal para restringir a venda promocional. "Essa promoção não é válida para os apoiadores do ladrão", diz o texto.
Preço alto e histórico na Justiça
Nos comentários da postagem, diversos consumidores criticaram o valor cobrado pela carne, considerado muito acima da média do mercado. Parte do público ironizou o custo e apontou que a estratégia foca no engajamento virtual e no marketing, e não na viabilidade da oferta.
O Frigorífico Goiás coleciona episódios de embates judiciais. O estabelecimento ganhou notoriedade nos últimos anos por alinhar suas campanhas a figuras de direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, e já foi alvo de órgãos de defesa do consumidor.
Em fevereiro deste ano, a Justiça condenou a empresa a pagar uma multa de R$ 130 mil por publicidade considerada excludente. Na ocasião, o local exibia cartazes com a mensagem "Petista aqui não é bem-vindo", o que motivou ações diretas do Ministério Público e do Procon Goiás.