Cidades Polêmica no comércio
Frigorífico em Goiânia lança “Picanha do Neymar” e veta promoção para eleitores de Lula
Estabelecimento viralizou nas redes sociais ao atrelar venda de carnes a figuras políticas da direita; empresa já foi condenada neste ano por publicidade discriminatória.
12/06/2026 12h29 Atualizada há 2 dias
Por: Cleyber Carlos
Foto: Reprodução/Frigorífico Goiás

Um frigorífico de Goiânia voltou a gerar polêmica nas redes sociais após lançar uma promoção apelidada de "Picanha do Neymar". O anúncio da oferta proíbe explicitamente a participação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

O vídeo da campanha já ultrapassou a marca de 1 milhão de visualizações. Nas imagens, a embalagem da peça bovina exibe uma foto do jogador da Seleção Brasileira em posição de sentido, acompanhada da bandeira nacional e do selo "Picanha Hexa".

 

Para participar da oferta, o cliente precisa seguir uma mecânica específica estipulada pelo comércio:

 

A polêmica maior se concentra na descrição da publicação oficial. A empresa ataca diretamente os eleitores do atual governo federal para restringir a venda promocional. "Essa promoção não é válida para os apoiadores do ladrão", diz o texto.

 

Preço alto e histórico na Justiça

Nos comentários da postagem, diversos consumidores criticaram o valor cobrado pela carne, considerado muito acima da média do mercado. Parte do público ironizou o custo e apontou que a estratégia foca no engajamento virtual e no marketing, e não na viabilidade da oferta.

 

O Frigorífico Goiás coleciona episódios de embates judiciais. O estabelecimento ganhou notoriedade nos últimos anos por alinhar suas campanhas a figuras de direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, e já foi alvo de órgãos de defesa do consumidor.

 

Em fevereiro deste ano, a Justiça condenou a empresa a pagar uma multa de R$ 130 mil por publicidade considerada excludente. Na ocasião, o local exibia cartazes com a mensagem "Petista aqui não é bem-vindo", o que motivou ações diretas do Ministério Público e do Procon Goiás.