Cidades Taxa Criminosa
Operação da Deccor investiga suposto esquema de propina para liberação de alvarás em Goiânia
Vereador, ex-secretários e ex-servidores estão entre os alvos da Operação Taxa Criminosa, que apura irregularidades ocorridas entre 2017 e 2022
10/06/2026 16h16 Atualizada há 3 dias
Por: Lorena Lázaro
Foto: Policia Civil

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Taxa Criminosa para investigar um suposto esquema de cobrança de propina para a liberação de alvarás temporários de funcionamento de atividades de entretenimento em Goiânia.

 

Ao todo, 12 pessoas são investigadas. Sete foram alvo de mandados de busca e apreensão e outras cinco tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados por determinação judicial.

 

Segundo a investigação, agentes públicos ligados a secretarias municipais e à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) teriam exigido vantagens indevidas para autorizar o funcionamento de atrações como Carreta Furacão, Carreta da Alegria, parques de diversões e estruturas temporárias de alimentação entre os anos de 2017 e 2022.

 

De acordo com a Polícia Civil, as apurações começaram após a denúncia de um empresário do setor de entretenimento. Ele relatou que precisava realizar pagamentos em dinheiro, transferências bancárias, PIX, depósitos e até prestar serviços gratuitos para obter as licenças necessárias ao funcionamento de seus empreendimentos.

 

Ainda segundo o denunciante, as cobranças recorrentes o levaram a encerrar as atividades em Goiânia em 2021, acumulando prejuízos superiores a R$ 400 mil.

 

Os investigados poderão responder por corrupção ativa, concussão e associação criminosa.

 

Quem são os alvos da operação

Entre os alvos de mandados de busca e apreensão estão:

 

Também tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados:

 

 

O que dizem os investigados

Em nota divulgada após a operação, o vereador Luan Alves afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e declarou desconhecer o teor das acusações.

"Estou no aguardo das apurações e à disposição para prestar esclarecimentos e contribuir com o trâmite legal da investigação", afirmou.

Até a publicação desta reportagem, os demais citados não haviam se manifestado publicamente sobre o caso.

 

Segundo a Deccor, as diligências prosseguem para identificar a participação de cada investigado e rastrear o destino dos valores que teriam sido pagos para obtenção das autorizações temporárias de funcionamento.

A Polícia Civil não informou, até o momento, o valor total que pode ter sido movimentado no suposto esquema.