Cidades CASO DE POLÍCIA
Mulher de 37 anos é presa após se passar por menina de 12 anos e viver por mais de um ano com família em Santa Catarina
Suspeita usava identidade falsa, comportamentos infantis e já possui histórico de golpes semelhantes em outros cinco estados, incluindo Goiás
03/06/2026 14h52
Por: Lorena Lázaro
Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina

Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante na última terça-feira (2), em Joinville (SC), após ser descoberta vivendo há cerca de 14 meses sob uma identidade falsa. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ela se apresentava como uma adolescente de 12 anos chamada "Gabriele" e foi acolhida por uma família do distrito de Pirabeiraba, que acreditava estar ajudando uma menor em situação de vulnerabilidade.

A prisão foi realizada por agentes da 6ª Delegacia de Polícia de Joinville na residência da própria família que acolhia a suspeita. Ela deverá responder pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

De acordo com as investigações, a mulher criou uma narrativa elaborada para sustentar a farsa. Para justificar sua aparência física incompatível com a idade alegada, afirmava ser autista e possuir outras condições clínicas. Ela também dizia que teria sido submetida ao uso forçado de hormônios durante a infância, o que explicaria seu desenvolvimento físico.

Ainda segundo a Polícia Civil, a suspeita adotava comportamentos infantilizados para reforçar a falsa identidade. Entre os hábitos relatados pelos investigadores estão o uso frequente de mamadeiras, chupetas e até de um objeto conhecido como "cheirinho" para dormir.

A descoberta ocorreu após diligências realizadas pela polícia, que identificaram inconsistências na história apresentada pela mulher. Durante o interrogatório, ela confessou a fraude.

Golpes semelhantes em outros estados

As investigações revelaram que a suspeita já possui antecedentes por ocorrências semelhantes em pelo menos cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Segundo a Polícia Civil, o modo de atuação seguia um padrão: a mulher assumia uma identidade falsa, conquistava a confiança de pessoas ou famílias e passava a ser acolhida como se fosse uma criança ou adolescente.

Os investigadores agora trabalham para identificar possíveis vítimas e verificar se houve obtenção de vantagens financeiras ou outros prejuízos causados durante o período em que permaneceu na casa da família catarinense.

Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, a suspeita foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.

Leia também